Vadico em: Criciúma
Aurelio-Vadico-Rubinho e Albertino
Marines com Vadico-Criciúma Vadico e Altair Cascaes
Vadico e tocatas
Dos tempos fantásticos da lembrança,
Ouço ainda tio Vadico violinizando músicas,
Acompanhado pelo violonista Altair Cascaes da Silva,
E por outro amigo Paulo Pfutzenreuter,
Nas serestas inebriantes e belas imortais...
Quais os autores de “Adios Argentina”
E “Alma Catarinense” ?...
Estas são músicas quais cânticos imortais,
Das quais sorvi o encanto e queria ouvir mais...
De outras muitas também há ignotas autorias...
São segredos ?...Os homens as compuseram...
Quantas melodias, sambas, canções ouvi
E esqueci-as, bem como as letras,
E delas gostei tanto que sempre tornaria a ouvir...
E o homem, como a música, conhece o Pai ?...
Nasceu do ventre da Terra o Homem ? Não.
Do ventre das virgens brotaram segundo o Destino...
Morto o homem, ao seio, à sepultura, torna,
Porque não pode mais falar, cantar, viver...
Ó brancas alvuras da valsa “branca”!...
Ó virginais feitiços da “Rapaziada do Braz” !...
Nas notas vibráteis, nos psicatos do violino,
Tio Vadico tocava maravilhas musicalias,
Em serenatas e reuniões que não voltam mais...
Criciúma, 6 de Dezembro de 1974.
José Tito da Silva (Sobrinho de Vadico)

Oswaldinho do Acordeon grava Roseris Maria